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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O jogo do dia: 4/1/2009

O retorno da pequena notável

Venus e Serena Williams, Amelie Mauresmo, Lindsay Davenport, Dinara Safina, Jelena Jankovic. Todas elas são tenistas fortes, atléticas. Campeãs poderosas, capazes de percorrer a quadra com facilidade, donas de saques portentosos. Quando o mundo do tênis (e do esporte, talvez) se rende a um aspecto mais físico do que técnico, é sempre revigorante observar um estilo de jogo mais pegado na tática, na precisão. Diferentemente de uma mera distribuição de forehands.

Não que o forehand de Justine Henin não seja uma arma poderosa. Aliás, é difícil dizer qual atributo da pequena tenista belga deixa a desejar. Um dos melhores slices do circuito, um voleio certeiro são outros instrumentos notáveis dentro do arsenal dessa tenista que já conquistou os quatro títulos do Grand Slam.

No entanto, desde 14 de maio de 2008, Henin estava fora das competições. Ela havia anunciado sua aposentadoria de maneira surpreendente ainda sendo número 1 no ranking. Aos 25 anos, ela estava prestes a defender seu título do Aberto da França, que ela já havia conquistado quatro vezes. Seu técnico, Carlos Rodriguez, ainda disse que seria o "final perfeito", já que ela conquistou tudo o que poderia e finalmente tinha se acertado com sua família.

Mas catorze meses depois, Henin sentiu que poderia voltar e anunciou seu retorno. Com o ano novo, o tour começa mais uma vez. E tudo recomeça para a belga.

Sem molezas, porém. Apesar de ter recebido o wild card no WTA de Brisbane, Justine estreou contra um osso duro. A russa Nadia Petrova é a atual número 20 do mundo e cabeça de chave número 2 do torneio. Apesar dessas fortes credenciais, Petrova pôde perceber que Justine voltou mais forte do que antes. "É uma Henin diferente. Para mim, parece que ela está melhor do que antes."

O piso da belga é o saibro. De seus 41 títulos, ela venceu 25 na quadra lenta. Mas parece que isso pode mudar. "Ela realmente está jogando num estilo diferente. Tentando ser mais agressiva e aproveitando as oportunidades mais rapidamente. Antes eram sempre rallies imensos como se jogasse no saibro. Agora ela se tornou mais agressiva.", completa Petrova.

Henin enfrenta a cazaque Sesil Karatantcheva, que veio do qualifying. O jogo acontece a partir das 7 da manhã de Brasília nesta quarta-feira. Outros nomes de peso presentes no torneio são Kim Clijsters, Ana Ivanovic e Daniela Hantuchova.

Abaixo, os melhores momentos da partida:




Justine Henin 7-7
Nadia Petrova 5-5

Queensland Tennis Centre, Brisbane
WTA Brisbane, 16 avos-de-final

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Copa Davis - Semifinais

Enquanto as mulheres já tem a equipe campeã da Copa Fed definida, os homens se preparam para as semi-finais da Davis. De um lado Rússia e Argentina, do outro Espanha e Estados Unidos.

No primeiro confronto há uma Argentina que ainda não saiu de casa na competição e jogará novamente em Buenos Aires. Os sul-americanos passaram com relativa facilidade por Grã-Bretanha e Suécia por 4 a 1 em ambas ocasiões. A vitória contra os nórdicos pode ser considerada uma vingança uma vez que na mesma instância do torneio do ano passado, os suecos bateram os argentinos pelo mesmo placar em Gotemburgo.

A Rússia chegou à final do ano passado e bateu sérvios e tchecos no caminho em embates definidos na quarta partida mas que terminaram na diferença mínima (3 a 2). Na história da Davis, os europeus levam vantagem com 3 vitórias contra uma derrota. Uma das vitórias russas foi na final da Copa em 2006 onde a pátria de Bóris Yeltsin (que adorava tênis e estava presente ao cotejo) venceu por 3 a 2.

O outro enfrentamento reúne dois melhores do mundo nas quadras instaladas na Plaza de Toros de Las Ventas (uma arena de touradas) em Madrid. Defendendo as cores da casa está Rafael Nadal, o melhor na classificação de simples. Jogando nas duplas estará Mike Bryan, um dos melhores no jogo conjunto, mas desta vez sem o irmão. Bob Bryan se lesionou e o capitão Patrick McEnroe chamou Mardy Fish em substituição.

O retrospecto é favorável aos americanos no geral, 5 a 3. O problema para os estadunidenses é quando jogam na capital espanhola. A única vitória foi no longínquo ano de 1972. Em 1965, 2000 e 2004 - esta valendo a final - os americanos foram derrotados no piso lento espanhol. Além de tudo isso, McEnroe só deve se juntar ao time na quarta-feira. O capitão esqueceu seu passaporte e não pôde embarcar.

O time ianque bateu austríacos e franceses com relativa facilidade. Os ibéricos massacraram peruanos e alemães, que eram cabeça 4 da competição, fora de casa nas duas ocasiões.

O SporTV detém os direitos de transmissão do torneio e provavelmente mostrará as partidas.

Abaixo a relação dos times. Entre parênteses, a posição dos jogadores na classificação da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP):

Rússia
Nikolay Davydenko (6)
Igor Andreev (20)
Dmitri Tursunov (26)
Igor Kunitsyn (76)

Capitão: Shamil Tarpischev

Argentina
David Nalbandian (7)
Juan Martín del Potro (13)
Augustin Calleri (49)
Guillermo Cañas (55)

Capitão: Alberto Mancini

Espanha
Rafael Nadal (1)
David Ferrer (5)
Fernando Verdasco (15)
Feliciano López (38)

Capitão: Emilio Sánchez

Estados Unidos
Andy Roddick (8)
Sam Querrey (40)
Michael Bryan (1 em duplas)
Mardy Fish (23)

Capitão: Patrick McEnroe

-TC Muniz Relvas, com a ajuda preciosa de Daniel Lacerda que me alertou para informações importantes a respeito do assunto. Avante Tuvalu!