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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O jogo do dia 8/9/2011: O ator discreto que sempre rouba a cena

SANTO ANDRÉ - Se Flamengo e Corinthians mantivessem o pique nas últimas rodadas, o choque entre as duas equipes em São Paulo deveria ser indiscutivelmente a marca da 22ª semana do Campeonato Brasileiro. No entanto, o jogo-homenagem a Rogério Ceni e as boas apresentações de Botafogo e Vasco da Gama fizeram com que a expectativa fosse um pouco esvaziada.

Mas só um pouco. O "Encontro das Nações" - desta vez eu gostei da invenção do SporTV - deixou um Pacaembu lotado apesar do péssimo horário. Os mais de 37 mil espectadores testemunharam o Corinthians reaver a liderança que foi severamente ameaçada ao longo da rodada e o Flamengo amargar a terceira derrota consecutiva num jogo bastante movimentado.

Movimentado especialmente para o lado do ataque corintiano, que liderou as ações no primeiro tempo. Ainda que esse domínio não se traduzisse em eficiência. O Flamengo foi ao vestiário com o gol obtido a partir da primeira chance real do time rubro-negro. A partir do chute de Thiago Neves espalmado por Júlio César foram gerados os escanteios que culminaram no gol de Deivid.

Curioso o gol dos cariocas ter saído a partir de um escanteio, pois os paulistas tocaram um samba de única nota baseado somente nas bolas alçadas a área. O Flamengo jogava ainda de maneira bastante errática e com o bom Felipe - sem culpa nos gols - destacando-se como principal jogador da equipe da Gávea.

A monotonia só pôde ser quebrada a partir de um jogador diferente. Foi aí que o levezinho Liédson mostrou sua capacidade escorando as bolas cruzadas para dentro do gol empatando o jogo no meio e no fim da etapa derradeira do jogo. Ronaldinho Gaúcho teve boa atuação, mas não conseguiu fazer chover sozinho.

O Campeonato Brasileiro persiste equilibrado. E uma vitória do Flamengo eletrizaria ainda mais a competição. Mas o Corinthians interferiu com o script graças a um ator bem leve e discreto que roubou a cena.

Futebol
Campeonato Brasileiro, 22ª rodada
Corinthians 2-1 Flamengo
Estádio Paulo Machado de Carvalho, São Paulo

Corinthians: Júlio César, Alessandro (Wélder), Chicão, Leandro Castán e Ramón; Ralf, Paulinho e Alex (Danilo); Jorge Henrique, William e Liédson. T: Tite

Flamengo: Felipe, Léo Moura, Gustavo, Wélinton e Júnior César; Maldonado (Luiz Philipe), Willians (Fierro), Renato e Thiago Neves (Botinelli); Ronaldinho Gaúcho e Deivid. T: Vanderlei Luxemburgo

Gols
-Deivid aos 28min/1T (0-1)
-Liédson aos 17min/2T (1-1)
-Líedson aos 43min/2T (2-1)

Árbitro: Márcio Chagas da Silva (RS)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O jogo do dia: 5/1/2009

Uma taça a menos?

Muito diferente do que aconteceu na Inglaterra, a derrota do Barcelona frente ao Sevilla nas oitavas-de-final da Copa do Rei não é o que se poderia chamar de zebra, mas o resultado ainda assim carrega uma certa dose de surpresa. Pois não faz nem uma semana que os catalães expuseram todas as taças coletadas sob a gestão de Guardiola.

Os blaugranas são mesmo os campeões de tudo, um time que é pura cadencia, um time que equilibra um bom abastecimento das canteras com contratações acertadas e ainda contam com a sorte de um técnico novato trabalhar tão bem com esse material. Por todos esses motivos o 2 a 1 dos rojiblancos em pleno Camp Nou é bastante louvável. Mesmo com um gol do Barcelona anulado de maneira duvidosa pelo árbitro.

Mas ainda há a volta...

Acompanhe os melhores lances:




FC Barcelona 1
Sevilla FC 2

Camp Nou, Barcelona
Copa do Rei, oitavas de final, ida
Árbitro: Pérez Burrull

Barcelona: Pinto; Daniel Alves, Chygrynskiy, Milito (Busquets 20/2°) e Maxwell; Thiago (Xavi 25/2°), Rafa Márquez e Iniesta; Pedro (Ibrahimovic, intervalo), Bojan e Messi. T: Josep Guardiola

Sevilla: Palop; Konko, Escude, Dragutinovic e Fernando Navarro; Lolo (Duscher 36/2°) e Romaric; Jesus Navas (Renato, intervalo), Perotti e Capel; Koné (Negredo 23/2°). T: Manolo Jiménez

Gols
-Sevilla: Capel aos 15/2° (0-1)
-Barcelona: Ibrahimovic aos 29/2° (1-1)
-Sevilla: Negredo aos 30/2° (1-2)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O jogo do dia: 4/1/2009

O retorno da pequena notável

Venus e Serena Williams, Amelie Mauresmo, Lindsay Davenport, Dinara Safina, Jelena Jankovic. Todas elas são tenistas fortes, atléticas. Campeãs poderosas, capazes de percorrer a quadra com facilidade, donas de saques portentosos. Quando o mundo do tênis (e do esporte, talvez) se rende a um aspecto mais físico do que técnico, é sempre revigorante observar um estilo de jogo mais pegado na tática, na precisão. Diferentemente de uma mera distribuição de forehands.

Não que o forehand de Justine Henin não seja uma arma poderosa. Aliás, é difícil dizer qual atributo da pequena tenista belga deixa a desejar. Um dos melhores slices do circuito, um voleio certeiro são outros instrumentos notáveis dentro do arsenal dessa tenista que já conquistou os quatro títulos do Grand Slam.

No entanto, desde 14 de maio de 2008, Henin estava fora das competições. Ela havia anunciado sua aposentadoria de maneira surpreendente ainda sendo número 1 no ranking. Aos 25 anos, ela estava prestes a defender seu título do Aberto da França, que ela já havia conquistado quatro vezes. Seu técnico, Carlos Rodriguez, ainda disse que seria o "final perfeito", já que ela conquistou tudo o que poderia e finalmente tinha se acertado com sua família.

Mas catorze meses depois, Henin sentiu que poderia voltar e anunciou seu retorno. Com o ano novo, o tour começa mais uma vez. E tudo recomeça para a belga.

Sem molezas, porém. Apesar de ter recebido o wild card no WTA de Brisbane, Justine estreou contra um osso duro. A russa Nadia Petrova é a atual número 20 do mundo e cabeça de chave número 2 do torneio. Apesar dessas fortes credenciais, Petrova pôde perceber que Justine voltou mais forte do que antes. "É uma Henin diferente. Para mim, parece que ela está melhor do que antes."

O piso da belga é o saibro. De seus 41 títulos, ela venceu 25 na quadra lenta. Mas parece que isso pode mudar. "Ela realmente está jogando num estilo diferente. Tentando ser mais agressiva e aproveitando as oportunidades mais rapidamente. Antes eram sempre rallies imensos como se jogasse no saibro. Agora ela se tornou mais agressiva.", completa Petrova.

Henin enfrenta a cazaque Sesil Karatantcheva, que veio do qualifying. O jogo acontece a partir das 7 da manhã de Brasília nesta quarta-feira. Outros nomes de peso presentes no torneio são Kim Clijsters, Ana Ivanovic e Daniela Hantuchova.

Abaixo, os melhores momentos da partida:




Justine Henin 7-7
Nadia Petrova 5-5

Queensland Tennis Centre, Brisbane
WTA Brisbane, 16 avos-de-final

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O Jogo do Dia: 18/7/2008

Mantendo o rítimo

Os Mets bateram os Reds num jogo tomado pelas viradas de placar. O time do interino Jerry Manuel contou com a força de seu ataque num momento decisivo. Na nona entrada, perdendo por 8 a 6, seus comandados foram capazes de virar o jogo para 10 a 8 e assim alcançar os Phillies na liderança do Leste da Liga Nacional. David Wright, Fernando Tatis e Carlos Delgado foram os rebatedores que impulsionaram as 10 corridas da equipe do Queens.

Johnny Cueto e Johan Santana começaram de maneira relativamente tranqüila. Mas já na segunda entrada, Santana enfrentaria uma situação de bases cheias. Na quarta entrada o jogo esquentaria. Na parte alta, Delgado bateria um HR de duas corridas, impulsionando Carlos Beltrán ao home plate. A resposta viria imediatamente depois, na parte baixa. Uma atuação desastrosa de Santana nessa entrada possilibitaria a anotação de cinco corridas por parte de Cincinnati. Adam Dunn e Edwin Encarnación bateriam HRs. Jay Bruce e Jeff Keppinger impulsonariam mais três corridas e agora a equipe da casa imporia três corridas de vantagem. Reds 5-2.

Isso de maneira nenhuma significaria derrota para os Mets. David Wirght diminuiria a diferença na entrada seguinte impulsionando duas corridas. Na baixa da entrada, Carlos Muniz substituiria a Santana. Na sexta entrada, seria a vez do relevista Jeremy Affeldt entrar no lugar de Cueto. O dominicano seria sacado por permitir a virada dos Mets para 6 a 5 após permitir um HR de Tatis.

Na baixa da sétima entrada, o Mets já estava com seu quarto arremessador do dia, Aaron Heilman, que deixou as bases lotarem. Ele seria sacado e deixou a batata quente nas mãos de Scott Schoeneweis, que nada pôde fazer quando o catcher Javier Valentín impulsionou as três corridas que poderiam levar os vermelhos à vitória. 8 a 6. E aí chegou a última entrada.

A útlima entrada começou com a entrada do pitcher Francisco Cordero. Sobre cordero recairia o destino final dos Reds. A derrota. Wright primeiramente bateria um HR de duas corridas empatando a partida. Logo após, com a primeira e a terceira bases ocupadas, Carlos Delgado acertaria uma bela rebatida que colocou Carlos Beltrán no homeplate virando a partida para 9 a 8. O prego final no caixão seria a rebatida de Fernando Tatis que colocaria Damion Easley com uma corrida. Na parte baixa da entrada, Billy Wagner salvaria a partida e garantiria a vitória.

Essa vitória faz com que os Mets alcancem dois feitos. A equipe rival dos Yankees conseguiu conectar sua primeira série de dez vitórias conscecutivas desde 1991 e, pelo menos até a noite de hoje, os metropolitanos dividirão a liderança do Leste da Liga Nacional.

New York Mets 10
Cincinnati Reds 8

Great American Ballpark, Cincinnati

Vencedor: D. Sanchez (4-1)
Perdedor: F. Cordero (4-2)
Salvador: B. Wagner (23)

Corridas

-4ª, NY Mets: Carlos Delgado bate HR e impulsiona Carlos Beltrán (2-0)
-4ª, Cincinnati: Adam Dunn bate HR (2-1)
-4ª, Cincinnati: Edwin Encarnación bate HR (2-2)
-4ª, Cincinnati: Jay Bruce bate dupla e impulsiona David Ross (2-3)
-4ª, Cincinnati: Jeff Keppinger bate tripla e impulsiona Johnny Cueto e Jay Bruce (2-5)
-5ª, NY Mets: David Wright bate simples e impulsiona Brian Schneider e Nick Evans (4-5)
-6ª, NY Mets: Fernando Tatis bate HR e impulsiona Carlos Delgado (6-5)
-7ª, Cincinnati: Javier Valentín bate dupla e impulsiona Edwin Encarnación, Joey Votto e David Ross (6-8)
-9ª, NY Mets: David Wright bate HR e impulsiona Argenis Reyes (8-8)
-9ª, NY Mets: Carlos Delgado bate simples e impulsiona Damion Easley (9-8)
-9ª, NY Mets: Fernando Tatis bate dupla e impulsiona Damion Easley (10-8)

-TC Muniz Relvas

quarta-feira, 30 de abril de 2008

O jogo do dia: 29/4/2008


A chance do herói humilde

Paul Scholes definitivamente parece ser um cara legal. Um pai de família, um sujeito que certamente deve ser uma companhia legal num pub ou numa pescaria. Ou principalmente num time de futebol. Scholes já teve a seu lado jogadores do quilate de David Beckham, Teddy Sheringham, Rudd van Nistelrooy, Ole Gunnar Solskjaer e Cristiano Ronaldo. Desde 1991 este jogador empunha a camisa vermelha com um diabo incrustado no peito. Sempre cumprindo sua função. Não necessariamente o protagonista, mas sempre um jogador de valor.

Em 1999 esse valor já era reconhecido. O Manchester United teria a temporada mais gloriosa de sua história ao conquistar o treble e Scholes marcaria dois gols contra o Newcastle na final da Copa FA. Mas sua participação no grande jogo da temporada mancuniana seria negada. Paul Scholes não pôde jogar a épica final da Liga dos Campeões da UEFA de 1999 pois estava suspenso. O nosso personagem nem sequer foi apanhar a sua medalha depois do jogo. Achou que não merecia.

Um erro que está para ser retificado.

O Manchester United bateu o Barcelona no Old Trafford pelo placar de 1 a 0. Scholes foi o autor do tento classificatório. Um pelotaço de fora da área após falha grave de Zambrotta. Um empate sem gols foi o placar do jogo de ida na cidade catalã.

Durante a semana Alex Ferguson teria dito que o Barcelona sempre joga do mesmo jeito e Rijkaard replicou que era dessa maneira realmente. Então os red devils jogaram anulando a principal arma da equipe catalã. O toque de bola, marca do time do neerlandês, foi largamente empregada, mas sem eficiência. O Manchester marcava com eficiência a saída de bola dos azuis-grenás e o que se viu largamente no primeiro tempo foi um time que só conseguia sair ao ataque em boas jogadas de Lionel Messi. Deco e Eto'o estavam apagados em campo.

O gol de Scholes saiu cedo no jogo. Aos 13 minutos o Manchester já estabelecia sua derradeira vantagem. Uma vantagem que era muito perigosa. Um gol do Barcelona e a passagem para Moscou mudaria de mãos. Apesar de ter tido menos posse de bola engana-se que pensa que o Manchester foi só marcação. Boas atuações de Evra, Park e Nani foram de grande valia. A zaga vermelha não comprometeu e Tevez foi um leão.

Barcelona tentando avançar e Manchester no trabalho de marcação. Essa foi a tônica do jogo até os 25 minutos do segundo tempo. Nessa altura do jogo Henry e Bojan entraram em substituição a Iniesta e Eto'o. Os dois uniram-se a Messi e proporcionaram momentos de tensão no teatro dos sonhos. Boas defesas de van der Sar ajudaram o Manchester a se segurar nos trilhos e definitivamente assegurar seu lugar na final russa.

Com a classificação do time de Sir Alex Ferguson, essa será a primeira vez em que a competição máxima do futebol europeu apresentará dois times ingleses na final. Só resta saber se o oponente do time de Paul será vermelho ou azul

Manchester United FC 1
FC Barcelona 0

Old Trafford, Manchester
Árbitro: Herbert Faendel (Alemanha)

Manchester United: van der Sar; Haregreaves, Ferdinand, Brown e Evra (Silvestre aos 90'+3'); Nani (Fletcher aos 77'), Scholes (Giggs aos 77'), Park e Carrick; Ronaldo e Tevez. T: Alex Ferguson

Barcelona: Valdés; Zambrotta, Pyuol, Milito e Abidal; Xavi Hernandéz, Yaya Touré (Gudjohnsen aos 88'), Deco e Messi; Iniesta (Henry aos 61') e Eto'o (Bojan aos 72'). T: Frank Rijkaard

Gol

-Manchester United: Scholes aos 13' (1-0)

-TC Muniz Relvas